quinta-feira, 23 de abril de 2009

CNA Pedirá Impeachment da Governadora Ana Júlia

A Confederação Nacional de Agricultura (CNA), deve pedir na próxima semana, o impeachment da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), por descumprir decisões judiciais, para a retirada de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), de fazendas localizadas especialmente no Sul do Estado. Hoje, a presidente da CNA, Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), pediu à Procuradoria Geral da República, intervenção federal no Pará.

Pela segunda vez, a presidente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Senadora Kátia Abreu, pediu intervenção federal no Pará. Ontem ela protocolou pedido nesse sentido, na Procuradoria-Geral da República (PGR), para que sejam cumpridos 111 pedidos de posse de propriedades rurais invadidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no estado.
A Senadora, acusa o governo do Pará de não acatar as reintegrações já determinadas pela justiça paraense. "Estamos vendo no Pará a era do absolutismo, onde a governadora pretende ser o Executivo, Legislativo e o Judiciário. A lei deve ser cumprida, pois o regime democrático exige manutenção do Estado de Direito e a separação dos poderes", declarou Kátia Abreu. "Esperamos que a governadora tenha um minuto de bom senso e faça a lei ser cumprida até a próxima semana. Se isso não acontecer, já está sendo colhidas assinaturas, para uma ação popular, porque queremos proteger, os produtores rurais da região", advertiu Kátia Abreu.
Em Março a CNA, pediu intervenção federal no Pará pela primeira vez, Kátia Abreu, foi a Belém para protocolar ação no Tribunal de Justiça do Estado, a fim de que o governo paraense cumprisse as reintegrações de posse das fazendas invadidas pelo MST. "Como não tivemos nenhuma resposta incisiva do governo local, nem a manifestação do Tribunal de Justiça, nós estamos nos valendo da constituição (Federal) e reiterando esse pedido para que a paz volte ao Estado", disse a presidente da Confederação. Segundo a senadora, além dos pedidos de reintegração de posse, já houve mais de mil invasões no Estado.

Pau Brasil

Dia 22 de Abril é aniversário do Brasil: 509 anos. Um dia bem apropriado para homenagear a planta que deu nome ao nosso país.
Folhas miúdas, vagens, tronco cheio de espinhos. As flores duram apenas dois dias. O pau-brasil pode atingir até 30 metros de altura e é dono de uma façanha única no mundo. Nenhuma outra árvore no mundo batizou uma nação.
O miolo é cor de brasa, daí o nome, Brasil, a primeira riqueza explorada no país. O corante extraído do pau-brasil era como o ouro em pó para os colonizadores. O vermelho intenso era muito disputado pelos nobres, que usavam o pigmento para tingir roupas e fazer tintas para escrever. Virou símbolo de poder e riqueza.
"Em 1553, foi baixado um decreto imperial onde só a nobreza poderia usar o pau-brasil. A população não podia". Conta Ana cristina Roldão, presidente da Fundação Nacional do Pau-Brasil.
A Fundação, há 21 anos, divulga a história de riquezas e devastação da árvore, que existia em abundância na Mata Atlântica. Os ambientalistas calculam que 70 milhões de árvores foram derrubadas.
O pau-brasil ocupa o topo da lita das árvores ameaçadas de extinção no país. Cem mil mudas são distribuidas por ano pela fundação. A madeira também é a melhor que existe para fabricar arcos de instrumentos de corda.

Fonte: JN.globo.com

Nelson Mandela Vota aos 90 Anos na África do Sul

Cerca de 23 milhões de eleitores votaram nas eleições da África do Sul. Jacob Zuma é o favorito à presidência, mas a estrela da política do país continua sendo o líder que libertou os negros.
Nelson Mandela, o eleitor mais ilustre do país, não precisou enfrentar filas, nem ter o polegar marcado. Ele não abriu mão de exercer um direito pelo qual lutou a vida inteira. o direito de votar.
Mandela votou no seu partido, o Congresso Nacional Africano.
Centenas de pessoas cercaram a seção eleitoral para ver o herói de perto. O voto de Madiba, como é chamado pelos Sul-africanos, teve mais repercussão do que o voto do favorito, a assumir a presidência.
Jacob Zuma foi às urnas onde nasceu, uma pequena vila na província Kwazulu-Natal, e depois esperou o fim da votação. Mas a festa da vitória terá que esperar.
Só no fim da noite, os primeiros resultados foram divulgados. Poucos números, ainda insuficientes. E no país a pesquisa de boca-de-urna é proibida, a África do Sul dormiu em suspense.